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domingo, 15 de junho de 2014

Dia 85 - Um dia perdido

A bêbada
Vista de cima do
mercado
Depois de viajar por um longo período, nem todos os dias são emocionantes e memoráveis. Esse era um daqueles dias que eu pensei que seriam tranquilos e, graças a uma americana louca, foi bem conturbado.

Na área comum do hostel, conheci uma americana que sugeriu irmos a um mercado flutuante, muito famoso, a 100 km do centro de Bangkok. Meu amigo inglês achou que seria uma furada, e decidimos não ir. Mas como não tínhamos absolutamente nada em mente, resolvemos nos juntar à americana. No percurso, a infeliz não parou 1 segundo sequer de falar, e ainda falava alto, enquanto toda a van estava quieta – oh céus.
2 horas depois, chegamos ao tal mercado flutuante e a louca já foi arrumando uma cerveja para tomar, enquanto passeávamos.
Percador

A principal comida vendida eram frutos do mar, pescados por ali mesmo, naquela água imunda e fétida. Tenho certeza que se comesse uma coisinha sequer, passaria mal. Dentro d’água tinha um homem pescando algo que pareciam camarões. Ele estava completamente submerso, apenas com a cabeça para fora – fico pensando quantas vezes ele já não adoeceu, porque, por mais resistente que ele seja, aquelas condições eram terríveis. O calor estava insuportável, mesmo com o templo nublado, então decidi tomar um sorvete de coco, feito sabe-se Deus com que água, mas estava muito bom.

Quitutes do mercado
Continuamos andando e a maluca parou pra comprar um vinho. A menina é uma bêbada... O passeio foi interessante, mas sequer guardei o nome do lugar. Não é algo que altamente recomendo, mas, no fim das contas, foi divertido. Na volta, pegamos um trânsito terrível e foi uma luta para chegarmos, já de noite.

O inglês detestou a menina, de forma que quando chegamos no hostel, ela disse que ia tomar um banho e deveríamos nos encontrar mais tarde. Ele virou e falou, “vamos sair correndo daqui, antes que aquela louca volte”. 

Mesmo essas pessoas transtornadas que encontramos pelo caminho, nos ensinam alguma coisa, nem que seja como não agir.


Terminamos a noite assistindo ao jogo do Equador e Suiça. Só eu apoiando a Suíça, já que tinha um alemão, um suíço e o inglês. Já combinamos de assistir ao jogo da Alemanha juntos amanhã. Vou tentar comprar uma camisa para o jogo.

sábado, 14 de junho de 2014

Dia 84 - Grand Palace

Grand Palace
Cheguei no hostel em bangkok, por volta de 12h e já fui passear pela cidade.
O clima estava quente, mas não tão absurdo, de forma que não poderia perder a oportunidade de fazer alguns passeios, aproveitando que estava nublado.

Monges posando para foto
(não a minha) - Grand Palace
Comecei pelo Grand Palace e foi um belo início. Nas proximidades do palácio, várias pessoas gentis tentaram me alertar que ele estava fechado e eu deveria ir para outra atração de Bangkok. Até cheguei a acreditar, mas nada para mim está fechado, até eu dar de cara com o portão e não, não estava fechado. Descobri depois que esse truque eles usam para, no final das contas, te levar a um lugar onde eles vão ganhar comissão ou te cobrar o serviço de guia. Tem muito picareta nesse mundo.

O dress code do palácio é relativamente rígido, onde não é permitido mostrar os ombros nem os joelhos, exigindo que se use uma camiseta e calça. Aluguei uma calça por TBH30, na entrada, e entrei. Os detalhes das construções, as cores, a arquitetura... Tudo incrivelmente bonito e diferente do que já tinha visto. Em determinadas partes não é permitido entrar de sapatos, então deixei meu tênis do lado de fora em entrei. Obviamente em 2 minutos surgiu uma tempestade e voltei com o tênis encharcado, porque ele ficou do lado de fora...

Grand Palace
Saí de la e fui conhecer o maior mercado do mundo, que acontece aos finais de semanas, ao lado da estação de metrô N8 – Mo Chit. Não, aqui não é metrô e sim Skytrain, pois ele fica em plataformas acima do chão, cerca de 20 metros – uma solução para melhorar o transporte público de BH, por exemplo. O mercado era realmente enorme e me perdi tantas vezes, que devo ter andando ele inteiro.




Voltei para o hostel e encontrei o meu amigo inglês, que veio de Krabi, direto para Bangkok. Demos uma volta pela região, mas eu estava um pouco muito cansado, depois das últimas maratonas.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Dia 83 - Pós festa

"Taxi"
Na manhã após a Full Moon Party, é possível encontrar pessoas perdidas, procurando onde estavam hospedadas, outras ainda bêbadas, e centenas indo embora da ilha nos peculiares taxis de lá, que são na caçamba de caminhonetes e abertos.

Decidi ir pra Bangkok de trem com cama, por TBH1550, R$130. Só que essa ida é um pouco mais complicada do que aparenta. Foram 30min de taxi, 3 horas de ferry, 2 horas de ônibus e 12 horas de trem, até Bangkok. Saí 16h do hostel em Koh Phangan e cheguei 12h, do dia seguinte no hotel em Bangkok. Apenas 20 horas viajando, sussa.

Pessoas dormindo no chão do ferry
No ferry conheci um alemão, que também estava viajando sozinho, e ficamos conversando boa parte do tempo. Ele mora em Regensburg, uma cidade que eu sempre quis conhecer, próxima a Munique. Na parte de trás do ferry, várias pessoas estavam descansando da noite ultra badalada. Uma cena bem interessante. Saindo do ferry reencontrei com minhas companheiras luso-brasileiras da Full Moon Party, mas elas iam para Kuala Lumpur enquanto eu ia para Bangkok.

A experiência mais diferente foi pegar um trem que tem cama. As camas são dobráveis e se tornam assentos quando amanhece o dia. Tudo bem simples e relativamente precário, mas valeu pela novidade.

Como estava praticamente sem dormir, desmaiei ao chegar a minha “cama”, mas o saculejo, não me deixou dormir muito bem

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dia 82 - Full Moon Party + jogo do Brasil

A Full Moon Party é uma festa que existe há 28 anos e é celebrada mensalmente, a cada lua cheia, na ilha de Koh Phangan. Cerca de 20.000 pessoas se pintam com tinta fluorecente e se reúnem na praia ao som de música eletrônica.
Tradicionalmente, as bebidas são servidas em pequenos baldes que custam entre TBH150, BRL12, a TBH450, dependendo da bebida.

Saí de Krabi e, 8 horas, uma van, um ônibus, um barco e um taxi depois, cheguei a Koh Phangan, especificamente à Haadrin, praia onde acontece a festa e melhor local para ficar hospedado, já que não dependerá dos abusados taxistas e mototaxistas.

O clima é sensacional, com turistas de todas as partes do mundo e, essa festa foi especialíssima, pois também teria o jogo de abertura da Copa do Mundo. Dezenas de pessoas estavam com camisa e pinturas da bandeira do Brasil e, obviamente, não fiquei para trás.
A festa foi incrível e a melhor parte, foi que um dos bares na orla da praia transmitiu o jogo da seleção. Aqui ele aconteceu entre 03:00 e 05:00 e, durante esse período, estávamos todos assistindo e torcendo pelo Brasil.

Independente da nacionalidade, quando o Brasil marcava gol, todo mundo celebrava e pulava, como se estivéssemos no estádio. Encontrei vários brasileiros e ficamos juntos, sofrendo durante o jogo. Ainda me impressiono o tanto que o Brasil é querido, por todo mundo, fazendo com que eu me sinta especial por ser de lá.

Se o planeta bola vivesse 24 horas em clima de Copa do Mundo, ele seria, definitivamente, um lugar melhor para se viver. Durante os jogos as fronteiras caem, diferenças sociais desaparecem, todo mundo está naquela vibração positiva e a gente consegue sentir a diferença.

Não tenho nenhum registro da festa, como a maioria das pessoas. Levar celular ou câmera para aquela confusão, sem chance.

Encontrei uma garota de BH que estuda em Macau e estava com uma amiga portuguesa. Ficamos conversando até o amanhecer e depois, voltei para o meu hostel.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dia 81 - Railay Beach

Railay Beach
Sempre que vou para um local desconhecido, tento ficar em uma localização central, onde eu possa fazer tudo a pé, sem depender de nenhum outro tipo de transporte. Em Krabi, o melhor lugar para ficar é Ao Nang. A praia fica perto, além de restaurantes, lojas, agências de turismo e locais para se alugar scooter. Por aqui não precisa de carteira e a diária é cerca de THB250, BRL20 – recomendo alugar uma, pois o trânsito é bem tranquilo e é possível ir a outras praias.

Railay Beach
Decidi não fazer nenhum tour programado, apenas peguei um barco por THB200, BRL16, ida e volta, para uma praia chamada Railay Beach. Em cerca de 15 minutos chegamos à praia, super vazia e linda. Única ressalva, foi que vi muita sujeira na areia, como garrafas plásticas, sacolas, embalagens. De qualquer forma, fiquei por lá, tranquilo, até que começou uma tempestade. Fui me abrigar em um restaurante e aproveitei para almoçar comida tailandesa, que é a base de macarrão e arroz frito, muito semelhante à da Indonésia.



Peguei o barco de volta e fui empacotar minhas coisas para mais uma aventura e, dessa vez, uma senhora aventura. Vou para a Full Moon Party, festa que acontece mensalmente, a cada lua cheia, em Koh Phangan, uma ilha localizada ao nordeste de Krabi. Pegarei um ônibus e um barco para chegar lá, mas acho que vai valer a experiência. Passo a noite lá e no dia seguinte parto para Bangkok.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Dia 80 - Bond, James Bond


Kao Tapoo
Comecei um daqueles dias em que passarei mais tempo me deslocando, do que no destino, mas vamo que vamo.

A primeira parada do tour era para fazer canoagem. Chegando ao lugar, descobri que não era eu que ia remar, e sim um local, que passearia comigo pela região. Que frustração! Me senti uma madame, passeando por Veneza, em uma gôndola. No final do passeio o remador ainda veio me pedir gorjeta, dei um trocado, ele pediu mais, queria THB100, BRL8. Achei um absurdo, pois paguei THB150, BRL12, a mais, pela canoagem e não daria quase que o mesmo valor só de gorjeta.


Dispensa legendas
Finalmente chegamos à ilha do James Bond, chamada Kao Tapoo, que é caracterizada por um curioso rochedo, com a base mais fina que o topo, que fica próximo à costa. Só não sei como acharam esse lugar há 50 anos, quando o filme foi filmado.De lá fomos para um templo chamado Wat Suwankuha, que, para variar, é reodeado de macacos.

O que mais me incomoda nesses tours é que eles tentam mostrar mil coisas em um dia só, ao invés de levar as pessoas para poucos lugares, mas que elas possam realmente passar algum tempo por lá.
Viajar não é riscar itens de uma lista, mas curtir e vivenciar lugares diferentes.


Wat Suwankuha
Decidi que não vou fazer um famoso tour que tem por aqui, pois vai ser a mesma coisa. Ficarei próximo a Krabi, que tem praias lindas, há 10 minutos de barco. A parte boa foi que conheci 3 turistas, duas americanas e uma costa-riquenha super divertidas. A noite, saímos para jantar e combinamos de nos encontrar, em Bangkok, já que estaremos por lá, mas mesmas datas.


Meu amigo inglês chegou por volta de 1:00 da manhã, conversamos rapidamente, e devemos ir juntos à praia.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dia 79 - Meu pôr do sol

Paredão - Krabi

Finalmente cheguei à Tailândia, em Krabi, e não percebi nada de errado, sequer um resquício de militares, polícia, toque de recolher... Tudo normalíssimo!

Peguei um ônibus no aeroporto, THB150, BRL11, com destino ao meu resort. Sim, fiquei hospedado, por uma noite, em um resort chamado Peace Laguna, por USD15. Devo isso ao meu amigo alemão, que me mostrou o aplicativo para celular chamado Hotel Quickly, onde é possível achar super descontos em bons hotéis, por agendar de última hora – será uma boa ferramenta.


Pôr do sol - Krabi
Fiz checkin e já fui logo indo conhecer a praia, que fica a uns 500 m daqui. O mar era tão quente que incomodava, mas super calmo, com uma vista fantástica para um paredão de pedras. Como já era fim do dia, resolvi ficar para assistir ao pôr do sol, e que pôr do sol.

Diferentes tons no pôr do sol - Krabi
A medida que o sol ia baixando, o céu se coloria de laranja e rosa claro em alguns pontos. Fui caminhando pela areia, até encontrar o ponto ideal, onde fiquei por mais de uma hora, assistindo ao espetáculo. Com certeza foi um dos mais bonitos pores do sol que já vi e a única lente capaz de capturar aquilo tudo é o olho humano. Nenhuma das fotos que tirei consegue descrever o que vi.


Caminhando pelas ruas, aproveitei para agendar meu tour para a ilha do James Bond, onde Roger Moore filmou, em 1974, 007 Contra o Homem da Pistola de Ouro.
 
 
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