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domingo, 31 de agosto de 2014

Dia 163 - Amman

Perna de cordeiro com "vegetais"
Amman é uma cidade interessante. A frota de Mercedes aqui, é a maior que já vi, com carros de todas as eras, desde anos 70 até os últimos modelos. Deve ser uma forma de status, pois os outros carros alemães não são muito populares.

Em várias esquinas é possível ver barracas de sucos naturais e caldo de cana, extremamente populares. O tal “churrasco grego”, kebab, também é muito popular, normalmente feito de carne de cordeiro ou frango. As pessoas por aqui são extremamente carnívoras e são raras refeições que eles não comem carne, só no falafel mesmo.

Tive a experiência de passar na porta de alguns açougues, que são muito limpos, mas um pouco macabros, com vitrines que expõe os restos dos animais, como cabeças e vísceras. Show de horror, mas comparando com os açougues indianos e nepaleses, onde tudo ficava exposto, num calor desgraçado, sem refrigeração, com milhares de moscas por perto, aqui é paraíso.

Uma das coisas que mais me impressiona é como tem pessoas que se parecem, fisicamente, com brasileiros. Vi isso na Índia e agora, aqui. Outro dia vi um cara na rua que parecia tanto, mas tanto com brasileiro, que quase puxei papo com ele.

A parte boa do dia é que o australiano que tinha ido comigo para Petra, voltou para Amman, então ficamos conversando e fomos almoçar em um famoso restaurante, chamado Jerusalem. Comi um cordeiro deliciososo com legumes.

sábado, 30 de agosto de 2014

Dia 162 - AirBnb

Com o novo rumo que a viagem tomará, passei cerca de 12 horas em frente ao computador fazendo reservas em hospedagens, comprando passagens de trem, avião, ônibus e verificando a viabilidade de alugar um carro.

O mais importante são as hospedagens, pois podemos estar na cidade mais incrível do mundo, mas, se ao final do dia, não tivermos um ligar limpo e agradável para descansar, o passeio se torna menos prazeroso. É sempre bom poder ter um porto seguro.

Uma novidade que resolvi usar é o Airbnb, website de aluguéis de imóveis ou quartos, por temporada ou curtos períodos. Sempre ouvi falar nesse serviço, mas nunca tive a necessidade de utilizá-lo.
Pesquisei por horas, lendo reviews de outros hóspedes, além das características dos imóveis, até decidir exatamente, onde ficaremos hospedados. Acho que fiz boas escolhas, e mais para frente conto a experiência.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Dia 161 - Nadando no Mar Morto

Moda praia  - Mar Morto
Para preencher o excesso de dias que tenho por aqui, estou fazendo alguns tours pela Jordânia, de maneira esparsa, para fazer render; tipo colocar mais água no feijão.

Fui com um casal de italianos, na faixa dos 50 anos, divertidíssimo, já que tinham um humor bem sarcástico, semelhante ao meu. A primeira parada foi no mar morto, onde, para entrar, tivemos que pagar uma taxa de JOD20, BRL65, para ter acesso à praia e ao clube onde poderíamos usar as piscinas e tomar banho. Caro, como tudo relacionado ao turismo, aqui na Jordânia. A sensação de boiar, independente do esforço que se faça, é muito estranha. A água tem um sabor terrivelmente amargo e salgado, de forma que se uma gota caísse nos meus olhos, seria bem desagradável.

St. George's Church

O que mais me espantou, foi ver as mulheres muçulmanas, “nadando” de burca, ou com véus que tampavam 90% do corpo. Um sol escaldante e elas lá, debaixo de suas roupas de banho pretas. Julgar é complicado, mas tirei algumas fotos divertidas da moda praia jordaniana.

Uma curiosidade é que o Mar Morto, é considerado o ponto mais baixo da Terra, sem contar o fundo dos oceanos, com 390 metros abaixo do nível do mar.

Pé na estrada e fomos para Madaba. No caminho, passamos por paisagens sensacionais, daquele deserto montanhoso, onde esculpiram uma estrada. Paramos diversas vezes para tirar fotos e, finalmente, chegamos à Madaba para almoçar. Lá está localizada a Saint George’s Church, onde há um mapa da Terra Santa, datado do século VI, feito em um mosaico, no piso da igreja. A igreja é bem pequena, mas muito bonita, com mosaicos por toda parte. Pagamos JOD1, BRL3,6, para entrar lá.

Mount Nebo
Finalmente chegamos ao último destino do passeio, o Mount Nebo, lugar onde, supostamente, Moisés recebeu a visão da “terra prometida”. Imagino mesmo, já que lá é bem alto, e é possível enxergar quilômetros de distância.
Voltamos para o hotel e conheci uma americana chamada Gwen, que estava por aqui, tendo lições de árabe. Assumo que também gostei da língua e ela, que estuda há cerca de um ano, consegue se comunicar de maneira razoável. Um caso a se pensar.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Dia 160 - Preso em Amman

Sanduiche de mortadela com iogurte salgado 
Praticamente não deixei o hotel o dia todo, por conta de fazer algumas dezenas de alterações na minha viagem.

Agora, parte da viagem, compartilharei com a minha mãe! Resolvemos que dia 17/09 iremos para o Reino Unido, onde daremos umas boas voltas por lá. Depois, faremos Alemanha, minha terra natal (risos).

Nunca tivemos a oportunidade de viajarmos juntos pela Europa, então achei que seria a oportunidade perfeita. O clima não estará muito desgraçado e, parte do roteiro que programei, eu não conheço.


O único porém das alterações que fiz, é que só conseguirei sair da Jordânia dia 09/09, muito além do que gostaria, já que não há tanto o que se fazer por aqui, e não vou ao Egito nem Israel, destinos em conta, partindo de Amman. Com esse tempo excessivo aqui, ficarei apenas 6 dias na Rússia, entre Moscow e Petesburgo. Uma pena.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dia 159 - Relax

Nem questionei a conta
Depois de três dias, consecutivos, bem intensos, tirei o dia para descansar e colocar a casa em ordem.
Mandei um bocado de roupa para lavanderia, que é um absurdo por aqui, e comi várias comidas diferentes durante o dia. Sempre tive o hábito de comer comida árabe, como húmus, falafel, kebab e outras coisas que não sei o nome. Por aqui, mantenho esse hábito, pois além de saudáveis, essas comidas são deliciosas.

Dei mais uma volta pela região e resolvi rapar/raspar (não sei como é a forma certa) a cabeça. Passei máquina 1. Agora, estou muito parecido com os árabes, então todo o tempo, alguém puxa conversa comigo em árabe. Gosto disso, pois passar desapercebido em um país diferente do seu é sempre bom.


Depois de muito pensar, desisti da ideia de Israel. Além de não me sentir 100% confiante em cruzar a fronteira, depois de casos escabrosos que ouvi, não quero me arriscar desnecessariamente. Mesmo vendo vários estrangeiros indo e vindo de lá, deixarei a visita para uma próxima vez. Além disso, não quero ajudar a patrocinar essa guerra. Jerusalém, Tel a Viv e Haifa, ficarão para uma outra oportunidade.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dia 158 - Três dias, duas maravilhas do mundo

Treasury, Petra
Depois de conhecer o incrivelmente belo Taj Mahal, fui conhecer Petra. Petra é uma famosa cidade da época dos nabatenses, onde as construções foram esculpidas em grandes paredões rochosos. Um espetáculo!

Caminhamos por horas, eu, um americano, um chinês e um australiano/chinês. O sol estava escaldante, então por diversas vezes paramos para descansar e tomar água. Eu estava com meu chapeuzinho horrendo, que vem me acompanhando desde o Peru, quando o comprei, mas, apesar de feio, protege contra o sol na careca.

Ficamos lá por mais de 4 horas, e considero que foi suficiente para um dia. O que mais me impressionou foi o preço para entrar em Petra. Paguei JOD50, Cerca de BRL170, só de entrada! Nunca vi a entrada para uma atração ser tão cara, mas valeu a pena e eu pagaria de novo.
Saímos de lá e o motorista estava nos esperando, com o ar condicionado do carro ligado. Um luxo! Pagamos JOD30, BRL100, cada um, pelo motorista, mas seria a maneira mais fácil de chegar e sair de lá.


Depois de 3 horas de viagem, chegamos de volta ao nosso hotel, uma viagem tranquila, segura e sem nenhum contratempo, exatamente o que eu estava precisando, pós Nepal e Índia.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Dia 157 - Jordânia, um país civilizado

Bilhete para a liberdade
Cheguei ao aeroporto por volta das 04:05, precisamente com duas horas de antecedência, um alívio, pois, por alguns momentos, tive medo de não conseguir chegar a tempo.

Fiz o checkin tranquilamente e pedi um assento na janela, para que eu pudesse dormir, por motivos óbvios. A infeliz me deu um assento na poltrona do meio, em frente à saída de emergência, então, a poltrona sequer reclinava. Quando me entregaram um papel com pesquisa de satisfação, contei o tanto que a mulher do checkin foi cretina, já que vi vários outros assentos disponíveis.
Enquanto estava no aeroporto, comecei a refletir... “Quando será que estarei em um local onde as pessoas não tem barbas enormes, bigodes esquisitos, turbantes, burcas, véus? Cadê a calça jeans e camiseta branca, meudeusdocéu?”

O voo durou cerca de 5:30 horas e foi bem tranquilo, mas não consegui dormir nada. Acabei assistindo ao filme Rio 2, que me deixou com saudades do Brasil, apesar da sua visão bem clichê das coisas, mas ajudou a me distrair, enquanto estava naquela pavorosa caixa de metal voadora.
O aeroporto é impecável e bem moderno. O visto para Brasileiros entrarem na Jordânia é emitido no próprio aeroporto, no valor de JOD40, BRL130. Tudo bem tranquilo e eficiente.
Peguei um ônibus que me deixaria no centro da cidade por JOD3,45, BRL12, e no caminho já percebi a civilidade, começando que aqui se dirige do lado correto da estrada. Depois de meses vendo o tráfego do lado esquerdo, o errado, finalmente chego a um país que se dirige normalmente – até achei estranho.

O transito é bem civilizado, sem tuktuks, carros de boi, bicicletas e buzinas. As pessoas são educadas e não ficam tentando tirar proveito de todas as situações. Senti que chegava a um lugar mais tranquilo, onde teria sossego, após o que vivi nos últimos tempos.

Cheguei no hotel, comi uma salada e dormi por umas duas horas, que me deram um gás para terminar o dia. Dei uma volta pelos arredores do hotel, e gostei do que vi.

Conheci um pessoal e combinamos de ir a Petra, juntos, na terça-feira. Jantei um arroz com frango, já que não tinha a menor vontade de comer qualquer coisa e desmaiei na cama, tentando recuperar o sono perdido.
 
 
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