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domingo, 22 de junho de 2014

Dia 92 - Curtindo sem pressa

Restaurante no Ben Than Market
Fomos almoçar no Ben Than Market, já que a experiência tinha sido extremamente agradável, principalmente na parte culinária. Tenho tentado experimentar de tudo, e até então, me surpreendi com a comida daqui. Não é muito apimentada, mas tudo a base de frituras. Almocei um macarrão com camarões e pedaços de carne que nem imagino o que sejam. A entrada foi rolinho de primavera e, até então, é o melhor que já comi. Dá de 10 a 0 no chinês.

As pessoas aqui não gordas por causa da gordura, mas o colesterol é altíssimo e esse sim, é o grande problema, já que é responsável pelas doenças cardíacas.
Almoço do dia - camarões com carnes
diversas e macarrão gorduroso
Almoçamos, perdemos alguns meses de vida, e continuamos a nossa caminhada até o War Remnants Museum. Esse museu conta a história da Guerra do Vietnã, e possui aeronaves, armas e fotos da época da guerra. Cheguei à conclusão que não quero tirar fotos relacionadas a guerras. Dei algumas voltas, fiquei impressionado com as fotos e barbaridades que soldados americanos cometiam contra os civis e saí o mais rápido que pude de lá.

Catedral de Notre-Dame
Andando em direção à Catedral de Notre-Dame, não, não estou em Paris, fomos parados por estudantes locais, que querem aprender inglês. Conversamos por um tempo, demos uma mini entrevista para eles, e conhecemos, por fora, a catedral. Por conta da colonização francesa, além de pagodas e templos, há várias igrejas católicas, algo diferente pelo sudeste asiático que é dominado por muçulmanos, hindus e budistas.


Realizamos a prova das camisas e ternos, para que o alfaiate realize os ajustes finais e voltamos para o hostel. Tentamos não dormir muito tarde, já que no dia seguinte faríamos o famoso tour pelo Delta do Mekong. Resolvemos fazer o tour de 2 dias, pois temos bastante tempo e não precisamos ficar naquela correria.

sábado, 21 de junho de 2014

Dia 91 - Uma grande loucura

Tecidos para ternos
O Vietnã é bem conhecido, pelos viajantes do sudeste asiático, como excelente opção para comprar roupas feitas por alfaiates. A principal cidade nesse circuito da moda é Hoi An, no centro-leste do país. Como, infelizmente não poderei ir lá, resolvi procurar alguns por HCMC, sigla para Ho Chi Minh City.


Tecidos para camisas
Encontrei um alfaiate com boas referências, próximo ao meu hostel e resolvi dar uma olhadinha. Um terno completo com o corte que eu quisesse, escolha do tecido, acabamento, tecido interno, sairia por cerca de USD103, e cada camisa por USD17. Um preço ridículo e tentador, ainda mais por serem roupas feitas sob medida. Encomendei um terno e 3 camisas, mas sabe Deus o que que eu vou fazer com esses bagulhos na minha mochila... Nikolai entrou no clima e encomendou um paletó.
Loucura ou não, esse terno será o que usarei para o próximo casamento que irei, o qual serei padrinho.


Nikolai na porta da
alfaiataria
Mais tarde, encontramos com um colega de classe do Nikolai que nasceu no Vietnã, se mudou para a Suécia ainda pequeno, e hoje mora na Inglaterra, onde estuda medicina em Sheffield. Tomamos umas cervejas na cobertura do nosso hotel e fui me preparar para assistir ao jogo Alemanha x Gana.

Coloquei minha camisa falsificada, comprada em Bangkok, tentei secar a Argentina, mas no finalzinho me desconcentrei, e fui com uns alemães assistir ao jogo em um bar. Sofremos e às 04:00 voltei para o meu hostel. Essa história de ficar assistindo aos jogos da copa está acabando comigo. Acordo todos os dias lá pelas 11:00; vida difícil.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Dia 90 - City tour


Monge dando uma de guia
Inicialmente, tinha planejado começar a viagem pelo Vietnã em Hanói e ir descendo até Ho Chi Minh, de onde parte meu voo para o Nepal. Essa opção seria extremamente cansativa, já que da capital vietnamita fica a mais de 1700km ao norte de Ho Chi Minh.


Coincidentemente, Nikolai e eu, ficaremos o mesmo tempo por aqui, então resolvemos agendar um tour pelo rio Mekong juntos, que seria mais divertido, já que ele também está viajando sozinho.

Vista da Bitexo Tower
Fomos fazer um passeio para conhecer um pouco da cidade e suas atrações. Ho Chi Minh é uma cidade bem modesta, com poucos arranha-céus, mas um chama atenção, por despontar no cenário bem plano da cidade, a Bitexo Tower. Como cobram VND200.000, BRL25, para subir na torre, resolvemos ir ao restaurante que fica no 51° andar, de onde já é possível ter uma vista da cidade, que nem pode ser comparada a metrópoles orientais como Tóquio ou Hong Kong, mas tem seu charme.

Frutas exóticas no
mercado
Continuamos andando e fomos parar em uma praça, em frente ao Post Office, onde há uma está tua do ex-presidente Ho Chi Minh, que desde 1975 cedeu seu nome para a cidade, anteriormente chamada de Saigon. Uma cena bem interessante, foi um monge tentando explicar para uma senhora um caminho. Não estava com a minha câmera, mas o celular conseguiu capturar o momento.

Artesanato no mercado

De lá partimos para o mercado Bem Thanh, um daqueles mercados municipais onde é possível encontrar desde souvenires até comidas típicas. Sempre rende boas fotos, compras e uma refeição econômica.
Caminhamos por cerca de 5 horas, voltamos para o hostel e de lá não saí, até o dia seguinte.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dia 89 - Ho Chi Minh

Caos no trânsito - só estando lá
Combinei previamente com meu motorista de tuk-tuk, do dia anterior, que ele me levaria ao aeroporto, pela manhã. 08:30 em ponto ele chegou e parti rumo ao Vietnam.

Pela primeira vez, estou voando por aqui sem ser pela Air Asia, que é a companhia mais barata do sudeste asiático. Peguei um voo da Cambodia Airlines, que custou USD175, nada barato, mas não queria passar por mais sufocos de ônibus não. Cheguei em Ho Chi Minh City em menos de 1 hora, em um voo super vazio e tranquilo.

Estacionamento
Saindo do aeroporto, peguei o ônibus 152, que me deixou a pouquíssimos quarteirões do meu hostel. Um taxi teria custado USD15, BRL35, e o ônibus custou VND10.000, BRL1,25, uma diferença gritante. Foi uma senhora aventura, porque ninguém nem arranhava inglês e tive que me virar para saber onde descer – tudo certo no final.

Cheguei praticamente junto com um cara que ficaria no mesmo quarto que eu, de Trinidad e Tobago. Nunca tinha conhecido ninguém dessas duas pequenas ilhas ao norte da Venezuela. Ele se chama Nikolai e estuda medicina em Londres, mas estava no Camboja trabalhando voluntariamente em um hospital, por 7 semanas.

Fui dar uma volta pela região e me assustei com o caos reinante. A quantidade de motos aqui é absurda e elas não respeitam as leis, de forma que, enquanto você tenta atravessar a rua, elas vem de todos os lados. 
Comida vendida nas ruas
O macete é atravessar e manter uma velocidade constante, deixando que eles desviem. Uma loucura.

Saí junto com meu novo amigo e fomos em uma rua, muito famosa, onde os backpackers se reúnem, com cerveja baratíssima e comidas bem peculiares. Sentamos no chão, em um bar cheio de turistas, onde conhecemos duas norueguesas. Sentar no chão não é muito confortável, então fomos para um outro bar, com cadeiras de verdade, onde conhecemos um enorme grupo de irlandeses, que estão dando aulas de inglês em Ho Chi Minh.


Assistimos ao jogo do Uruguai e Inglaterra, que acabou 05:00, e todos estavam torcendo contra a Inglaterra – parece que há uma rixa entre os reinos, não muito unidos.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Dia 88 - Angkor Wat

Minha credencial -  USD20
Meu primeiro e último dia no Camboja, e não poderia deixar de passar algumas curiosas informações.

Angkor Wat
O principal meio de transporte é o Tuk-Tuk, uma motoca barulhenta que puxa uma carrocinha, onde vão os turistas. Quem me dera ter um chicote, seria uma cena memorável. A cada passo que se dá na rua, oferecem o transporte, com gesticulação estilo “dança da motinha”.

A moeda oficial é o Riel, mas como não vale nada, e ninguém gosta dela, o dólar americano é utilizado amplamente e, até mesmo nos ATMs, se saca dólar. No início achei que estavam querendo levar vantagem, mas fui descobrindo que é assim mesmo.



Fotógrafos aguardando o nascer
do sol - estava nublado
Ao contrário dos vizinhos, aqui se dirige do lado correto da rua, o direito. O único problema é que eu já estava habituado com o esquerdo, meus últimos 2 meses foram assim, então tenho dificuldades para atravessar a rua. Minha sina.


No dia anterior, combinei com um piloto de tuk-tuk, para ele levar a mim e ao japonês que está no meu quarto, para fazer um tour pelos templos budistas e pelo famoso Angkor Wat. Ele seria o nosso motorista, durante o dia todo – isso custaria USD9 para cada um de nós, um valor irrisório, tendo em vista o conforto e a tranquilidade. O valor não inclui o chicote.

Namoradeira
Acordamos 04:30, sim, muuuuuito cedo, para assistirmos ao famoso nascer do sol em Angkor Wat. Pena que estava nublado. 

O bom de chegar cedo é que a temperatura está mais aceitável, frente aos 30 e todos graus que fazem durante o dia, além dos templos estarem mais vazios, sem a legião de turistas enfurecidos e sedentos por fotos.

Nosso motorista
Os templos são realmente um espetáculo e sempre fica aquela dúvida de como culturas tão “primitivas” conseguiram construir tais maravilhas. Em um dos templos uma senhora muito peculiar me ofereceu dois cordões para colocar no meu braço, junto com outros dois que comprei na Indonésia e no Peru. Eu, normalmente, não deixaria, mas aquela oportunidade valeria uma bela foto.

Senhorinha peculiar


Saímos de lá por volta de 11:00, exauridos, e, a essa hora, o calor já era intenso. A sensação que tínhamos era que já eram umas 16:00, já que o nosso dia começou muito cedo. Valeu a pena e recomendo esse sacrifício.

Comprei o meu souvenir predileto, uma pintura de um rapaz que perdeu o braço em uma mina terrestre. Nessa mesma explosão, três pessoas morreram. É o souvenir mais incômodo do mundo, mas vou guardar, junto com outras quinquilharias que tenho na mochila.

Angkor Wat
Cheguei no hostel e dei graças a Deus de não ter ficado acordado a noite toda, para assistir ao empate do Brasil. Aqui, o jogo passou entre 02:00 e 04:00, bem agradável.


Terminei o dia em uma massagem tailandesa, que custou USD5, por uma hora.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Dia 87 - Ó céus

O busu e meu "almoço"
Cada vez que entro em um ônibus por aqui, tento me preparar para o pior, pois as estradas são precárias, os ônibus caquéticos e o trânsito insano, mas essa vez, tá de parabéns. 10 horas para percorrer 400 km.

Peguei o ônibus as 09:00 na rodoviária que, apesar de precária, tem wifi grátis. O ônibus parecia um carnaval, com umas cortinas e babados de gosto extremamente duvidoso, e ainda tínhamos um guia que não sabia quase nada de inglês. O trânsito não ajudava muito, pois a estrada estava em obras, provavelmente de duplicação, e em muitos trechos ficamos presos. 12:00h foi a primeira parada, onde comi umas porcarias e me reabasteci de água.

Continuamos nossa saga pelas estradas tailandesas, esburacadas e com semáforos, passando por vários vilarejos, onde a pobreza e sujeira eram assustadoras. Serviram um almoço no ônibus, comprado em uma 7 Eleven, que estava tão apimentado, que a maioria das pessoas não comeu... Claro!

Por volta das 14:00 chegamos à fronteira da Tailândia com o Camboja e descemos do ônibus. Essa seria a primeira vez que eu cruzaria dois países via terrestre (excluindo a Europa). A sinalização é muito confusa e uma placa que dizia “go to Cambodia” (ir ao Camboja) chamou a nossa atenção, pelo inglês mal escrito.
Passamos pelo duty free, risos, e sem querer entramos no Camboja, mais risos. Voltamos para fazer a imigração, enfrentamos uma fila e um calor insuportáveis, e para piorar, fomos extorquidos pela própria imigração do Camboja - a taxa do visto é USD20, mas cobraram USD25, porque, porque, porque sim.

Duty free
Aviso aos navegantes: além da taxa, é necessária uma foto do tamanho passaporte para imigração. Eu revelei (what?) várias antes de sair do Brasil, porque sabia que precisaria.

Depois do visto, chegou a hora de entrar oficialmente no país. Mais fila, energia acabou, calor, desespero e lágrimas. Vou passar a usar o leque que comprei para a minha mãe.

Mais uma etapa vencida, todos prontos, entramos no ônibus e saímos do ônibus. Ele quebrou na fronteira!!!!! A empresa de turismo mandou outro, e aí sim, continuamos a viagem.

Cerca de 19:00 cheguei ao meu hostel, cansado, desgastado e resfriado. Enquanto arrumava as minhas coisas, pois acordaria 04:30, para assistir ao nascer do sol em Angkor Wat, a energia acabou.
Sem mais.



segunda-feira, 16 de junho de 2014

Dia 86 – Wat Pho

Acordei cedo e me despedi do inglês, que ia voltar para Oxford, onde ele trabalha. Pra variar, todo mundo vai e eu fico para trás... Sempre vou por último.


Aproveitando a manhã, resolvi dar uma volta pela cidade e ir a alguns lugares que eu ainda não tinha ido, começando pela Golden Mount, um templo budista, de onde é possível ter uma boa vista da cidade. De lá, fui passear pela região, até chegar ao templo Wat Pho, onde está a famosa estátua do buda deitado, com cerca de 30 metros de comprimento.


No caminho fui interrompido diversas vezes por locais que queriam me ajudar, dizendo que o templo estava fechado e bla bla bla. Percebi que uns turistas estavam caindo na história, parei e os alertei que não tinha nada fechado. Se acreditaram ou não, não sei, mas por essas bandas, confio apenas em outros viajantes.
O calor continuava intenso, então voltei para o hostel, além do mais, na manhã seguinte eu iria enfrentar um longo dia, dentro de um ônibus, a caminho do Camboja, precisamente Siem Reap, onde fica o famoso Angkor Wat.

Reencontrei o alemão da noite anterior e descobri que ele é de Magdeburg, uma cidade super próxima a Wolfsburg. Sugeri de irmos ao shopping comprar uma camiseta falsificada da Alemanha, para assistirmos ao jogo a caráter – sim, o shopping vende mais coisa falsificada que originais. Pagamos TBH300, BRL25, compramos cervejas e assistimos ao chocolate que a Alemanha deu em Portugal. Já está mais que combinado de encontrarmos na Alemanha.

Não aguento mais ouvir “o que você está fazendo aqui? ”, quando digo que sou do Brasil. Todo mundo, sem exceção, fala que eu deveria estar na Copa, ou que adorariam ter ido, ou que tem vários amigos que foram. Realmente, assumo que gostaria muito de estar, não só assistindo aos jogos nos estádios, quanto participando voluntariamente. De qualquer forma, tudo visto do lado de fora é lindo e pelo que ouço através de amigos, não está tudo tranquilo e sereno não.


 
 
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